sábado, 24 de setembro de 2011

Despertar da Manhã

            Já era primavera, o Sol entrava pela janela do quarto de Noah batendo forte em seu rosto avisando que era hora de acordar. O moço levantou-se lentamente para fechar à persiana, era domingo e só queria dormir até tarde, pensava ele sem saber que já se passava do meio-dia, mas não demorou muito para descobrir isso até o celular tocar.
            - Joseph Noah, quem fala?
            - Boa tarde Joseph, a mamãe já está cansada de esperar, quando é que você vai voltar pra casa?
            - Boa tarde? O Sol mal nasceu e você já vem me atormentar Dana! Tenha piedade! Avise a mãe que irei aí terça, terça-feira... - Foi interrompido pela moça do outro lado da linha.
            - Por que você tem de ser tão chato Nohh?! Pra sua informação são 12:34 e é melhor você vir mesmo “Dr.Estranho”!(Noah detestava quando lhe chamavam por esse “apelido”) 
            - Ok, ok, tchau!- Desligou o telefone bravo e olhou para o relógio em cima de sua mesa, “Porra! Como o tempo passa rápido nessa merda de lugar” pensou consigo.


            Para doutores que passam noites em claro estudando casos e mais casos psiquiátricos, nunca se dorme o suficiente, sem falar nos sonhos, cada um mais maluco que o outro. Joseph sentou-se na cama e começou a pensar sobre o sonho que tivera nesta noite, era o mais “sinistro” dos últimos meses, sonhou que era um canivete e estava rasgando a jugular de uma garotinha, porém não conseguia se lembrar da aparência da menina, tudo muito rápido, o mais assustador era que no sonho ele gostava da sensação do ato, e aquilo lhe embrulhou o estômago no momento, mas logo passou a sensação de enjôo. Dirigiu-se para o banheiro e girou a torneira, um guincho horrível como o grito ardido de uma criança surgiu, o rapaz proferiu palavrões tão rápido que é quase impossível descrevê-los aqui, algo como “Putaquefilhomerdocaralhosta”, a torneira custou-se a fechar, parecia emperrada e à medida que a água passava pelos canos, o guincho aumentava cada vez mais até que finalmente depois de muita luta e desespero Noah conseguiu fechá-la, estava vermelho como nunca estivera antes, se algum dia precisou usar toda sua força (que não era muita), foi ali que começou!
            Decidiu que iria chamar o sindico mais tarde e lhe mandar consertar a maldita torneira. O Sindico do prédio onde Joseph morava atualmente era um senhor gordo, não passava dos 30, calvo na testa e barba por fazer, a única expressão que possuía no rosto era a de um aviso como “Não encha o meu saco, pague o aluguel senão te surro!”
            Joseph acabará de se vestir, tomara banho e acabou por escovar os dentes embaixo do chuveiro enquanto pensava no que iria dizer para Gurdon, o síndico. Desceu as escadas de madeira que rangiam a cada pisada, a  parede em volta era branca com listras vermelhas e tinha sua pintura despedaçada e suja, “Uma hora esta merda vai desmoronar e eu vou junto” refletiu.
            Parou em frente à porta do apartamento de Gurdon, mas desistiu, “melhor falar com aquele gordo inútil amanhã, o dia começou um saco e não estou querendo ouvir merda agora”, pensou ele, deu meia volta e saiu pela porta da frente do prédio.
            Era incrível como o tempo havia mudado, pois em seu quarto o clima parecia quente, mas agora, 30 minutos depois o céu estava nublado e um vento frio lhe soprava o pescoço, era de se admirar, plena primavera em Saint Lunes e o céu em depressão.
            O rapaz não se agasalhara, mas recusou-se a voltar, pois agora olhando para trás avistava o sindico gordo na frente do prédio fumando um cigarro, o jovem decidiu seguir em frente e relaxar passeando pelo parque no lado leste da cidade.
          

             O parque de Saint Lunes era enorme e geralmente encontrava-se vazio, poucas pessoas gostavam de aproveitar a beleza oferecida por ele, possuía um centro todo acidentado com alguns banquinhos de madeira e era rodeado por árvores antigas, que projetavam um tom esverdeado ao chão de concreto quando recebiam a luz do Sol em suas folhas, infelizmente não se encontrava assim hoje, os raios do sol mal conseguiam atravessar as espessas nuvens que se amontoavam umas nas outras no céu. Joseph parou e observou a grande floresta que se estendia atrás do parque, depois de algum tempo, decidiu sentar-se e foi nesse momento que ouviu o mesmo “guincho” que minutos atrás ouvira em seu banheiro, achou que era um “reflexo” de sua memória, porém o guincho cessou e em seguida ouviu-se pedidos de socorro atrás de si, virou-se num movimento rápido e avistou uma menina que usava um chapéu grande e marrom com abas curtas, pele branca e sem vida, trajava um pijama vermelho, não possuía olhos, dos buracos onde seus globos oculares deveriam estar, derramavam-se um liquido negro. Noah a reconheceu, era a menina do seu sonho, ele estava imóvel, a imagem que via era repugnante, dos buracos nos olhos da “garotinha” surgiram braços de repente, o estomago dele revirou, olhou para o chão e vomitou. O jovem médico que na faculdade já dissecara cadáveres sem hesitar, agora estava enojado com o que acabara de presenciar, pois não conseguia voltar os olhos para a criatura, remoia suas memórias mais assustadoras, mas nada se comparava com aquilo, nada, nem mesmo quando ano passado, presenciara um paciente do Hospício Reich arrancar a própria genitália e come-la.
            Todo esse pensamento não durou muito, pois agora sentia a garganta queimar e não era possível respirar, entrará em desespero, de repente acordou e viu que possuía os pés amarrados em um lençol que ia até o teto do quarto, estava pendurado de ponta cabeça e abaixo de si estava sua cama toda suja de sangue. Acordou novamente e agora não possuía braços nem pernas, se debatia e gritava por ajuda, finalmente acordou, agora pela ultima vez e ao abrir os olhos enxergou um homem todo vestido de branco que o olhava perplexo, curioso e admirado que logo que percebeu que acordará, saudou-o:
            - Bem vindo a sua nova e última casa, Hospício Reich!

                     
                     

domingo, 21 de agosto de 2011

O Chuveiro

            Já eram nove e meia da noite quando Kate resolveu tomar banho. Ela fechou a porta do banheiro e começou a se despir.
            Retirou lentamente cada roupa do seu corpo, começando pela camiseta até as meias, desprendeu seus cabelos negros e sedosos que se realçavam junto à sua pele branca e macia. A única coisa que pensava no momento era sobre a festa que iria na sexta-feira, que suas amigas haviam combinado para comemorar, pois, Kate tinha acabado  de passar no vestibular, enfim estava satisfeita, um dos seus maiores medos era não conseguir ingressar numa faculdade e por conseqüência, não arrumar um trabalho bem remunerado.
            Kate ainda morava com seus pais, faltavam cinco meses para ela completar dezoito anos. O banheiro da casa de seus pais não era muito grande, sua família era simples, mas no sentido de grandeza material, pois, financeiramente, eles estavam muito bem!
            Agora, depois de se despir toda, adentrou no Box do banheiro, observou se a temperatura estava como desejava, girou a maçaneta do chuveiro, e então milhares de gotas d’água começaram a cair. A água estava quentinha, agradável, perfeita. Ela ia se ensaboando, passava lentamente o sabonete pelo corpo, depois despejou um pouco do xampu em suas mãos e começou a passá-lo em seus cabelos.
            
            Depois de dez minutos embaixo do chuveiro, Kate começou a sentir que a temperatura da água estava aumentando, cada vez mais, tentou regular a temperatura, mas não conseguiu, então apressadamente tentou desligar o chuveiro, sem sucesso,pois a maçaneta parecia estar emperrada porque não girava, e foi aí que, quando Kate tentou abrir o Box para sair dali, a mangueira do chuveiro ficou viva de repente e se enrolou no pescoço da jovem.
            A mangueira ia apertando cada vez mais e Kate começou a se sufocar, a mangueira a apertava tanto que seus pedidos por socorros eram inúteis, ela não conseguia falar. O ar ia se tornando escasso e a agonia era enorme, a água estava tão quente que a pele da jovem em um tom muitíssimo avermelhado começava a se descascar formando bolhas. Todo o sofrimento durou apenas alguns segundos, a dor era tanto que Kate acabou falecendo, ali, queimada e sufocada pelo seu próprio chuveiro, ás dez da noite, todos seus sonhos acabados, sua alegria, tristeza, dor e medo foram embora naquele exato momento.



sábado, 6 de agosto de 2011

O Encontro

            Ele analisava minuciosamente a garota, ela usava um tênis de marca que aparentava ser caro pelo modelo, estava com uma calça que não era muito apertada, mas era possível distinguir as curvas de sua perna, vestia uma camiseta vermelha de malha fina com uma dessas estampas de “moda” que os jovens costumam usar hoje em dia.
           
            - Quantos ficaram os dois ingressos para a sala dois?
            - Vinte e dois reais!- respondeu a vendedora
            - Pronto!
            - Obrigado senhor, tenham um bom filme!
            - Obrigado!

            Mesmo com o ambiente escuro, ainda parecia possível notar a falta de expressão no rosto da garota, seus olhos estavam na direção da tela, porém era como se ela não estivesse assistindo o filme. Bom, o importante é que ele havia conseguido finalmente convidá-la para sair, há semanas lhe fazia convites, todos sempre recusados, até que hoje ela finalmente aceitou.

            Haviam passado exatamente cinqüenta e seis minutos desde o começo do filme quando ela virou-se em direção a ele, se aproximou, tocou os lábios dele com os seus. Lentamente surgia aquela sensação que só o beijo proporciona, arrepio e aceleração cardíaca.
            A sala estava escura, só havia os dois ali. Ele sentiu um desconforto durante o beijo, era como se a boca da parceira estivesse mudando de forma, sua língua parecia aumentar de tamanho e foi nesse momento que ele abriu os olhos, e se assustou com o que viu. A boca da garota havia dobrado de tamanho e continuava a aumentar, sua boca lembrava a de um leão e dela saia um cheiro de carniça. Ele estava paralisado, pois aquela forma sinistra que enxergava diante de si era assombroso, horrendo. O rosto da moça possuía agora um aspecto macabro.

            Em um só movimento ela abocanhou a cabeça dele e a partir daí começou a engolir o resto do corpo, que se debatia em agonia. Era possível ouvir os ossos se quebrando, ruídos que os dentes da criatura faziam ao mastigar a carne, formou-se uma enorme poça de sangue no chão embaixo dos dois. Depois de engolir praticamente todo o corpo e a roupa da vitima, a forma de seu rosto voltou como era antes, porém agora apresentava uma expressão de satisfação. Embora o ato tenha sido sangrento, não apresentava em si, sinais do que aconteceu, nenhuma gota de sangue em seu corpo.
             Saiu da sala, caminhou pelo hall de entrada do cinema até o banheiro, e quando entrou no sanitário, desapareceu. 


(Escrito ao som de Muse)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fada Mandy e os cogumelos.

            Não muito longe das cidades existem pequenas vilas mágicas onde habitam fadas. Estas criaturas mágicas sempre foram conhecidas por sua inteligência, bondade e papel fundamental no destino dos humanos. O que alguns desconhecem, é que existem fadas que acabam escolhendo o caminho oposto da luz e aos poucos vão deixando serem tomadas pela escuridão.
            Em um tempo não muito distante, existiu uma fada chamada Mandy, esta por sua vez deixou-se ser levada pela escuridão, deixe me contar brevemente sua história.
            Mandy sempre foi muito inteligente e animada, porém ainda foste nova, era o centro de felicidade de sua vila, todos a adoravam. Uma vez a pequena fada saiu caminhar pelos bosques que rodeavam sua casa como sempre fazia, mas neste dia ela decidiu ir um pouco mais adentro da mata, após algum tempo de caminhada encontrou o que parecia ser uma nova fruta da qual nunca tinha visto, um cogumelo, era muito bonito, possuía as cores vermelho e branco. Mandy ficou encantada, foi então que decidiu experimentar, levou a boca e deu uma mordida, o sabor era maravilhoso, de repente tudo começou a girar e alternar de cores, a pequena fada ficou em êxtase, aquilo era incrível, divino, ela decidiu colher alguns e levar para casa.
            Desde aquele acontecimento não havia um dia em que Mandy não deixasse de comer cogumelo. Ela havia viciado e com o tempo a fadinha começou a se distanciar das amigas, andava em outra realidade, nada mais importava para ela apenas os cogumelos, não podia viver mais sem aquilo.
            Não demorou muito para que outras fadas fossem avisar a superior da vila que Mandy havia criado um vicio e estava destruindo sua vida. A superior da vila era a fada mais velha da vila, encarregada de ajudar as outras e manter a ordem na comunidade. A superior mandou que destruíssem todos os cogumelos que existiam nos bosques sem que Mandy soubesse, a fada superior sabia que esses “frutos” só traziam desgraça, pois os mesmos haviam destruído a vida de outras criaturas mágicas.
            Então certa vez os cogumelos da casa da pequena fadinha acabaram e ela decidiu sair colher mais, andou por horas e horas entre os bosques e não encontrou nenhum, ficou desesperada e sabia que havia algo de errado no sumiço dos cogumelos. Quando encontrou uma de suas amigas, Carly, e perguntou se sabia o que tinha acontecido com os cogumelos, Carly sabia que Mandy não devia ter conhecimento do ocorrido, mas acabou revelando mesmo assim sobre a decisão que a superior havia tomado. A pequena fada viciada ficou extremamente nervosa, naquele instante criou-se um ódio em seu coração, voou para sua casa e lá quebrou todos os moveis, lembrou-se do que aprendera observando os humanos e como eles agiam em situações assim, foi então que teve a idéia de se vingar, era preciso, achava que era merecido, pois a superior havia acabado com sua felicidade, a pobre Mandy nem fazia idéia de que tinha se tornado uma viciada e que o vicio trazia a ilusão de felicidade, mas que porém no final, só iria trazer desgraça.
            Mandy esperou até o momento em que todas as fadas do vilarejo caíssem no sono para poder realizar sua ação vingativa. Já era madrugada quando Mandy entrou pela janela do fundo da casa da superior, esta que na hora, dormia profundamente. A casa era a maior que havia na vila, a fadinha se certificou de trancar todas as janelas pelo lado de fora da casa, então, logo em seguida, pois fogo na casa e foi embora deixando a fada superior trancafiada na própria casa em chamas. Não demorou muito até que as fadas acordassem em meio a toda a fumaça que cobria o vilarejo, foram depressa tentar apagar o fogo na casa da superior, demorou um pouco para que todo o fogo se extinguisse, infelizmente era tarde, a fada superior já havia falecido em meio as chamas.
            Não demorou muito para que todo o vilarejo descobrisse a autoria do crime, foi então que decidiram banir a fada Mandy da luz e a conviver em meio à escuridão das florestas onde só habita o ódio e a perdição.

Moral da história: Não use drogas e se alguém se intrometer na sua vida, mate-o hahaha. 

                                                                               História criada e escrita por Lucas Freitas.

domingo, 29 de maio de 2011

Memórias de Jack

   Ja fazia mais de 10 anos que Jack aturava as piadas de mal gosto de seus parentes, todo aquele ódio que cresceu dentro de si uma hora teve de ser libertado.
   Jack tinha apenas 15 anos, não era um menino muito bonito para sua idade, todo esquelético e cheio de espinhas, não era um garoto muito animado que ia em festas e se divertia com amigos, nem amigos ele tinha. Talvez tenha sido essa vida sem graça e triste que  fez com que ele se tornasse um dos maiores assassinos, o mais sangue frio de todos, bom, vou contar suas histórias de crime, para que vocês possam concordar ou não comigo.
   Era uma sexta feira sombria, o clima ja predizia que terríveis coisas iriam acontecer. Jack estava em casa, remoendo toda sua memória, resgatando as mais tristes e humilhantes lembranças que tinha, até que chegou um momento que algo se apossou dele, não era nenhum demônio, era somente o mais forte sentimento de ira que existia. Jack desceu as escadas, sem ser notado por sua mãe que dormia tranqüilamente no sofá, a pobre mulher que trabalhara sem parar o dia inteiro, merecia agora seu descanso diário.
   O garoto foi até a cozinha e pegou uma enorme e afiada faca e saiu de casa. Parecia um zumbi,  ia andando pelas ruas escuras da cidade de Dearcity sem rumo. Após horas e horas de caminhada parou na frente de uma casa onde la em cima havia uma janela iluminada, olhando pela pequena fresta que o portão possuía, pode ver que tinha um carro na garagem, em seguida ouviu um choro de criança vindo de dentro da casa, a familia inteira estava em casa, agora era hora da diversão começar.
   Jack não encontrou dificuldades para pular o muro da casa que não era muito alto. Andando em passos silenciosos foi subindo uma escada que dava na porta da frente, girou a maçaneta e, surpresa, a porta não estava trancada, abriu e entrou, se deparou com seu tio, tia e  primo de apenas 3 anos, todos estavam na sala assistindo televisão, o programa  que passava no momento era um daqueles de fofocas sobre famosos.
   Quando a familia percebeu o visitante, tomaram um grande susto, o tio cujo nome era Carlos, se embraveceu e começou a gritar para Jack:
 - Está maluco garoto? Acha que pode ir entrando na casa dos outros sem avisar? Entendo que você é meu sobrinho mas agora você vai ouvir seu moleque de...- Antes que o homem enfurecido pudeste terminar seu insulto, sentiu uma fria lamina de aço perfurar sua barriga e em seguida alguém torce-la em seu corpo fazendo a triturar o que ali havia. Olhou para baixo, viu a enorme faca fincada em seu corpo e ouviu uma risada doentia, maléfica que vinha da boca do sobrinho.
   A mulher de Carlos ficou horrorizada com a cena que acabara de ver, agarrou o filho, correu para o  quarto e trancou a porta. Do quarto ela podia ouvir os urros de dor do marido. Os olhos da mulher começaram a se encher de lágrimas, o coração disparava, tentou sair pela janela com a criança mas infelizmente para ela, a janela possuía uma grade que impedia ambos de sair dali, procurou seu celular para pedir ajuda, mas lembrou que o mesmo havia ficado na sala, agora era rezar para que o sobrinho não atravessasse  a porta.
   A tia de Jack se chamava Joana, não era uma mulher admirável, estava acima do peso, fumava e era a mais egoísta e falsa da familia Blaters.Tanta falsidade que tinha dentro de si que esta, acabou colaborando na morte do pai do assassino que estava no outro lado da porta.
   Joana estava encolhida no canto da parede junto ao filho, ela tremia de medo, o filho começava a chorar pois não entendia nada do que se passava ali, criou-se uma atmosfera maligna  na casa. De repente alguém tentava forçar a maçaneta da porta do quarto, a mulher abraçou o filho mais forte, a maçaneta da porta parou de girar. Haviam se passado 5 minutos desde a tentativa do assassino tentar entrar no quarto, Joana começou a se sentir mais calma, mesmo depois do ocorrido, caminhou lentamente até a porta e colocou o ouvido na mesma, era uma porta enorme de madeira, queria saber se o sobrinho havia ido embora, mas antes que ela pudesse tentar ouvir algo, bastou o ruido que  fez ao por a cabeça na porta para que Jack enfiasse com toda a força a faca na porta. A lamina atravessou a madeira e perfurou a cabeça de Joana, esta levou apenas 3 segundos para passar do mundo dos vivos aos mundo dos mortos. Jack sabia que no único golpe havia conseguido exterminar a tia, pois no chão, embaixo da porta, começava a surgir uma enorme poça de sangue. O filho de Joana e Carlos chorava no quarto, Jack sabia que não precisava matar a pequena criança, pelo menos ainda não, ainda era muito cedo, a diversão mal começara, haviam pessoas mais importantes para serem mortas por suas mãos.
   Ja fazia mais de 10 anos que Jack aturava as piadas de mal gosto dos seus parentes, todo aquele ódio que cresceu dentro dele uma hora teve de ser libertado.


História criada e escrita por Lucas Freitas

domingo, 15 de maio de 2011

Faroeste retalhado

    Ao Sol do meio-dia, a cidade ficava muito clara, toda aquela luz ofuscava a visão das pessoas, mas não era esse o motivo das ruas estarem vazias, mortas.
     Todo o silêncio foi corrompido pelo som agudo e aterrorizador  de uma chuva de balas que destruía tudo em que encostava  [...] 
     Haviam muitos buracos nas casas, bares e lojas devido a perfuração que as balas faziam[...]
Não demorou muito para que os homens de Wesse descessem do alto da colina até a cidade, e assim, matando qualquer pessoa que havia sobrevivido ao primeiro ataque[...]
     Agora, após todos os homens de Wesse serem derrotados, o herói caminhava lentamente na direção do inimigo. O vilão num rápido movimento tentou sacar suas armas, porém antes que suas mãos tocassem o frio metal delas, uma bala havia-lhe atravessado o pulmão esquerdo, não demorou muito para que outras viessem e assim perfurando seu corpo inteiro, que aos poucos ia sendo mutilado e se desfazendo.
      Antes de Wesse fechar completamente os olhos e fazer a dolorosa viajem para o inferno, pode ouvir o herói dizer: 

    -Lembre-se do meu nome...McLovin!


                                                     História criada e escrita por Lucas Freitas