domingo, 29 de maio de 2011

Memórias de Jack

   Ja fazia mais de 10 anos que Jack aturava as piadas de mal gosto de seus parentes, todo aquele ódio que cresceu dentro de si uma hora teve de ser libertado.
   Jack tinha apenas 15 anos, não era um menino muito bonito para sua idade, todo esquelético e cheio de espinhas, não era um garoto muito animado que ia em festas e se divertia com amigos, nem amigos ele tinha. Talvez tenha sido essa vida sem graça e triste que  fez com que ele se tornasse um dos maiores assassinos, o mais sangue frio de todos, bom, vou contar suas histórias de crime, para que vocês possam concordar ou não comigo.
   Era uma sexta feira sombria, o clima ja predizia que terríveis coisas iriam acontecer. Jack estava em casa, remoendo toda sua memória, resgatando as mais tristes e humilhantes lembranças que tinha, até que chegou um momento que algo se apossou dele, não era nenhum demônio, era somente o mais forte sentimento de ira que existia. Jack desceu as escadas, sem ser notado por sua mãe que dormia tranqüilamente no sofá, a pobre mulher que trabalhara sem parar o dia inteiro, merecia agora seu descanso diário.
   O garoto foi até a cozinha e pegou uma enorme e afiada faca e saiu de casa. Parecia um zumbi,  ia andando pelas ruas escuras da cidade de Dearcity sem rumo. Após horas e horas de caminhada parou na frente de uma casa onde la em cima havia uma janela iluminada, olhando pela pequena fresta que o portão possuía, pode ver que tinha um carro na garagem, em seguida ouviu um choro de criança vindo de dentro da casa, a familia inteira estava em casa, agora era hora da diversão começar.
   Jack não encontrou dificuldades para pular o muro da casa que não era muito alto. Andando em passos silenciosos foi subindo uma escada que dava na porta da frente, girou a maçaneta e, surpresa, a porta não estava trancada, abriu e entrou, se deparou com seu tio, tia e  primo de apenas 3 anos, todos estavam na sala assistindo televisão, o programa  que passava no momento era um daqueles de fofocas sobre famosos.
   Quando a familia percebeu o visitante, tomaram um grande susto, o tio cujo nome era Carlos, se embraveceu e começou a gritar para Jack:
 - Está maluco garoto? Acha que pode ir entrando na casa dos outros sem avisar? Entendo que você é meu sobrinho mas agora você vai ouvir seu moleque de...- Antes que o homem enfurecido pudeste terminar seu insulto, sentiu uma fria lamina de aço perfurar sua barriga e em seguida alguém torce-la em seu corpo fazendo a triturar o que ali havia. Olhou para baixo, viu a enorme faca fincada em seu corpo e ouviu uma risada doentia, maléfica que vinha da boca do sobrinho.
   A mulher de Carlos ficou horrorizada com a cena que acabara de ver, agarrou o filho, correu para o  quarto e trancou a porta. Do quarto ela podia ouvir os urros de dor do marido. Os olhos da mulher começaram a se encher de lágrimas, o coração disparava, tentou sair pela janela com a criança mas infelizmente para ela, a janela possuía uma grade que impedia ambos de sair dali, procurou seu celular para pedir ajuda, mas lembrou que o mesmo havia ficado na sala, agora era rezar para que o sobrinho não atravessasse  a porta.
   A tia de Jack se chamava Joana, não era uma mulher admirável, estava acima do peso, fumava e era a mais egoísta e falsa da familia Blaters.Tanta falsidade que tinha dentro de si que esta, acabou colaborando na morte do pai do assassino que estava no outro lado da porta.
   Joana estava encolhida no canto da parede junto ao filho, ela tremia de medo, o filho começava a chorar pois não entendia nada do que se passava ali, criou-se uma atmosfera maligna  na casa. De repente alguém tentava forçar a maçaneta da porta do quarto, a mulher abraçou o filho mais forte, a maçaneta da porta parou de girar. Haviam se passado 5 minutos desde a tentativa do assassino tentar entrar no quarto, Joana começou a se sentir mais calma, mesmo depois do ocorrido, caminhou lentamente até a porta e colocou o ouvido na mesma, era uma porta enorme de madeira, queria saber se o sobrinho havia ido embora, mas antes que ela pudesse tentar ouvir algo, bastou o ruido que  fez ao por a cabeça na porta para que Jack enfiasse com toda a força a faca na porta. A lamina atravessou a madeira e perfurou a cabeça de Joana, esta levou apenas 3 segundos para passar do mundo dos vivos aos mundo dos mortos. Jack sabia que no único golpe havia conseguido exterminar a tia, pois no chão, embaixo da porta, começava a surgir uma enorme poça de sangue. O filho de Joana e Carlos chorava no quarto, Jack sabia que não precisava matar a pequena criança, pelo menos ainda não, ainda era muito cedo, a diversão mal começara, haviam pessoas mais importantes para serem mortas por suas mãos.
   Ja fazia mais de 10 anos que Jack aturava as piadas de mal gosto dos seus parentes, todo aquele ódio que cresceu dentro dele uma hora teve de ser libertado.


História criada e escrita por Lucas Freitas

2 comentários:

  1. Ah, Jack, seu demoniozinho... Dearcity vai ter que mudar de nome ;D

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  2. Sou apaixonada por terror e o texto está muito bem feito... Well, eu amei, neh xD

    Continue postando, porque eu vou estar sempre lendo seu blog *-*

    Beijos, meu nerdboss!

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